Governo do RS decide antecipar prazo para 2ª dose das vacinas AstraZeneca e Pfizer

A AstraZeneca e a Pfizer terão intervalo reduzido de 12 semanas para 10 semanas. A medida vale para todos que já receberam os imunizantes e para os futuros vacinados

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) decidiu, em reunião nesta segunda-feira, por antecipar para dez semanas o intervalo entre as doses das vacinas contra Covid-19 Astrazeneca e Pfizer. Até o momento, o período para a segunda dose era de 12 semanas após a primeira aplicação. A mudança é imediata, mas, por questões logísticas, a pasta acredita em sua aplicação a partir de quarta-feira. 

Até o momento, o RS utilizava o intervalo padrão de 12 semanas (três meses) para ambos os imunizantes, o prazo máximo estabelecido pelas orientações do Ministério da Saúde. Os estados do Acre, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí e Santa Catarina já decidiram pela antecipação. 

A SES explicou que o objetivo é garantir uma melhor resposta imune diante do riscoda variante Delta. “Para essa cepa, é ainda mais necessário ter o esquema vacinal completo”, explicou a diretora do Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde, Ana Costa.

Segundo a Secretaria, há hoje 687.105 doses da AstraZeneca reservadas na Ceadi para serem distribuídas às Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) e aos municípios nos próximos dias. Quanto a Pfizer, o adiantamento da aplicação não trará impacto neste momento, uma vez que não há remessas com prazo para dose 2 até o início de agosto.

Priorização a lactantes e ampliação de público para adolescentes

Na mesma reunião, foi pactuada a priorização da vacinação de lactantes, mães que estejam amamentando bebês com até 11 meses e 29 dias. As mães nesta situação poderão adiantar a aplicação da vacina, independentemente da faixa-etária. 

O Governo do estado também definiu a ampliação da vacinação em adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham algum tipo de comorbidade. Este grupo, de acordo com a SES, começará a ser vacinado a partir da próxima distribuição, em que o Estado enviará doses específicas para a faixa-etária. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde publicará nota técnica especificando as comorbidades que serão abrangidas.

Fonte: Correio do Povo