sábado, 16 dezembro, 2017

Trabalho da Escola Zeferino repercute na imprensa nacional

Revista ARede publicará uma reportagem sobre o uso das tecnologias da informação na educação.


Nesta quinta-feira, dia 21 de agosto, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Zeferino Lopes de Castro recebeu a visita do jornalista Igor Natusch, da revista nacional ARede. O repórter está produzindo uma uma reportagem sobre as escolas que estão trabalhando com tecnologias da informação.

A revista ARede é um projeto mantido pela BIT SOCIAL, Oscip com sede em São Paulo, que tem como proposta difundir e estimular as boas práticas de inclusão social por meio do uso das Tecnologias da Informação e das Comunicações (TICs). O projeto abrange o portal ARede Online, a revista impressa ARede, o Anuário ARede de Inclusão Digital e o Prêmio ARede de Inclusão Digital.

A Escola Zeferino faz parte do projeto-piloto da Fundação Telefônica/Vivo. Todas as crianças, funcionários e professores receberam um tablet ou um netbook. A instituição está equipada com uma rede de fibra ótica. “Estamos ousando e inovando a didática de ensino. Temos períodos de aula curricular, de projeto, de oficinas, de experimentos e de tecnologia lego. As aulas regulares, ministradas em quatro turnos, são seriadas, mas as demais são multisseriadas, agregadas por interesse. Os projetos são desenvolvidos em seis semanas, a partir de uma atividade disparadora, na qual os alunos visitam um determinado lugar e se inspiram para desenvolver os projetos”, revela a diretora, Rosa Maria Stalivieri.

Uma visita realizada no Museu de Ciência e Tecnologia da Pucrs e na Escola Canadá inspiraram os alunos para a construção de novos projetos. Arquitetura e Decoração, Rodeio e Doma, Mentes Psicopatas, Foguete, Areia Movediça, entre outros assuntos estão sendo pesquisados neste trimestre pelos estudantes.

Saiba mais sobre os projetos

Todas as semanas, os alunos são reunidos e cada grupo apresenta o que já foi desenvolvido e pesquisado. Com isso, o objetivo principal deste novo modelo adotado é preparar o aluno para o futuro. “Com a inserção da tecnologia digital e, agora, da robótica, estamos mostrando um novo mundo a ser explorado, no qual eles estão despertando curiosidades e se apropriando de informações para desenvolver projetos reais. Um mundo que até ontem eles sequer sonhavam que existia, pois a realidade da zona rural é outra. Amanhã ele poderá escolher se levará a tecnologia construída por ele para dentro da propriedade da família ou desenvolverá seus projetos para o mundo”, encerra Rosa Maria.

A professora Jamile Rodrigues conta o avanço de seu aluno Alan Ferreira, 8 anos, que está no 2º ano. “Ele começou a ler há um mês e ontem fui surpreendida numa atividade do projeto Foguete. Enquanto uns integrantes do grupo estavam fazendo um site para juntar as informações, as dúvidas e os aprendizados, sugeri para os demais que fizessem um desenho detalhado de um foguete. O Alan fez um desenho completo, com todos os aparelhos de uma base para lançamento de foguete, com base, câmara de gás, satélite, etc, e explicou a função de cada equipamento desenhado, com conceitos de física, química e matemática, temas esses desenvolvidos numa aula do 7º ano”, ressalta Jamile.

A assessoria pedagógica e de execução de projetos Hard Fun, contratada pela Fundação Telefônica/Vivo, representada pelos profissionais Patrícia Schafer e Juliano Bittencourt destacaram o crescimento tanto dos alunos, como dos professores, e a coragem de mudar. “É um novo conceito de ensino, desafiador e inspirador. Nosso papel é apoiar os professores nos desafios dos alunos. A tecnologia encurta a distância e todas as informações estão a um clique. Apontamos os caminhos e as ferramentas que podem apoiar o trabalho dos docentes”, acrescenta Bittencourt.