quarta-feira, 20 junho, 2018

Protesto dos caminhoneiros faz a fábrica da GM suspender produção




A General Motors suspendeu a produção, nesta terça-feira (22), na fábrica de Gravataí. Em nota a fábrica esclarece que os protestos dos caminhoneiros e aos bloqueios nas estradas tem afetado a chegada de material para produção. A montadora não informou quando os trabalhos serão retomados.

Em comunicado, a montadora afirmou que os bloqueios estão impactando o fluxo logísticos nas fábricas do País, com reflexo, nas exportações. “Com a falta de componentes, as linhas de produção começam a ser paralisadas e também estamos enfrentando dificuldades na distribuição de veículos à rede de concessionárias”, diz a nota.

A GM, anunciando a suspensão da produção, prejudicou a montagem, principalmente, dos modelos Onix e Prisma. Segundo o comunicado, já está faltando peças para fabricação dos carros. Outra razão alegada é que os pátios estão cheios, por dois motivos: queda nas vendas e falta de cegonheiros (motoristas das carretas que transportam os automóveis até as lojas, dos quais estão na mobilização).

A medida impacta diretamente nas quase 20 sistemistas-fornecedoras do Complexo Industrial Automotivo de Gravataí (Ciag). A mobilização nacional dos caminhoneiros iniciada nesta segunda-feira (21) em protesto contra os sucessivos e frequentes aumentos no preço dos combustíveis, especialmente os do óleo diesel e da gasolina, está afetando a economia de Gravataí.

Desde segunda-feira (21), os caminhoneiros protestam no País contra a política de preços que reajusta os valores do óleo diesel. Na madrugada de hoje (22), os motoristas voltaram a fazer bloqueios nas rodovias do Rio Grande do Sul, após novo anúncio de alta nos combustíveis, divulgado pela Petrobras. Até o fim da manhã, 16 trechos de rodovias estaduais e federais registravam manifestações.

O governo estuda alternativas para evitar que as oscilações nos preços sejam tão frequentes. Após reunião na manhã de hoje com os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, de Minas e Energia, Moreira Franco, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, no entanto, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que o governo não considera mudar a política de preços.

NOTA NA ÍNTEGRA

“A GM informa que o movimento dos caminhoneiros está impactando o fluxo logístico em suas fábricas no Brasil, com reflexo nas exportações. Com a falta de componentes, as linhas de produção começam a ser paralisadas e também estamos enfrentando dificuldades na distribuição de veículos à rede de concessionárias.”

AUMENTOS ANUNCIADOS

A gasolina subiu 0,9% e o diesel 0,97% nesta terça-feira (22). Com a alta, o preço da gasolina passou a custar, hoje, R$ 2,0867 nas refinarias, enquanto o do óleo diesel aumentou para R$ 2,3716.

Foi o 11º aumento do preço da gasolina nos últimos 17 dias. A exceção se deu entre 12 e 15 deste mês quando a Petrobras interrompeu a sequência de altas e manteve o preço da gasolina em R$ 1,9330, e de 19 a 21 quando os preços passaram para R$ 2,0680. Ao longo do mês de maio, o preço da gasolina subiu 16,07%.

 

Redução no preço

Em meio aos protestos deste começo de semana a Petrobras chegou a anunciar que terá uma redução de 1,54%. A partir de amanhã, quarta-feira, o diesel custará nas refinarias R$ 2,3351.