quinta-feira, 21 setembro, 2017

Professores estaduais decretam greve por tempo indeterminado




Nesta quarta-feira, dia 6 de setembro, mais de duas mil escolas da rede pública estadual decretaram que não haveria aula ou haveria turno parcial. As aulas nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul estão comprometidas desde o início da semana. O Cpers realizou uma assembleia geral, em Porto Alegre, e aprovou uma nova greve geral do magistério por tempo indeterminado.

A situação é em decorrência do pagamento de uma parcela de R$ 350,00, realizado pelo Governo. Após o ato, os educadores saíram em caminhada até a Praça da Matriz, no Centro, onde realizaram manifesto em frente ao Palácio Piratini. Esta é a quarta vez, em 36 meses da gestão José Ivo Sartori, que o maior sindicato do funcionalismo público chama seus filiados à greve.

“Vamos cruzar os braços porque não temos salário”, resumiu a presidente da entidade, Helenir Aguiar Schürer. A paralisação foi por conta do 21º parcelamento imposto pelo Palácio Piratini nos salários de agosto, com o menor pagamento de parcela inicial. Os educadores reclamam dos juros da negativação de suas contas ao Banrisul, e também, do descumprimento pelo Governo da determinação do Poder Judiciário, deu parecer favorável a liminar do sindicato e proibiu o Estado de parcelar os salários.

Já a partir desta quarta, o Cpers e seus 42 núcleos iniciam a Caravana da Educação, que percorrerá o Rio Grande do Sul, buscando sensibilizar educadores para adesão ao movimento e esclarecendo às comunidades os motivos da nova greve. Uma forte agenda de mobilizações e atos fará parte da rotina dos educadores.

Em Viamão, a greve geral já começou a refletir sobre o funcionamento das escolas estaduais. A Escola Estadual Francisco Canquerini, de Capão da Porteira, divulgou uma nota da qual estaria analisando a hipótese de aderir 100% a greve geral. As outras do município devem se manifestar ao longo do dia.

As deliberações da assembleia do Cpers:
– Greve geral por tempo indeterminado;
– A não recuperação dos dias parados enquanto o governo não estabilizar os salários e não discutir os juros que estão sendo pagos na rede bancária a partir da negativação das contas dos servidores;
– Caravana da Educação para visitar todas as escolas do Estado e sensibilizar a comunidade escolar, incluindo os pais de alunos, para o fechamento das escolas;
– Agenda imediata com o governo para abrir mesa de negociações e encerrar o parcelamento.