quarta-feira, 20 junho, 2018

Desabastecimento: Situação de emergência é decretada na Capital Gaúcha




Foto: Kauan Bandeira

Na noite desta quinta-feira (24), a situação de emergência preventiva em Porto Alegre foi decretada. Segundo o prefeito Nelson Marchezan, a decisão foi tomada devido ao desabastecimento ocasionado pela Greve Nacional dos Caminhoneiros. As manifestações afetam a prestação de alguns serviços na Capital e por isso a medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial. 

A falta de alimentos, combustíveis e até insumos para os hospitais virou realidade na manhã desta sexta-feira (25). Pela madrugada, alguns hospitais receberam oxigênio para o abastecimento de pelo menos mais 5 dias, segundo assessorias de imprensa. No entanto, a alimentação está somente garantida para os pacientes.

O Aeroporto Salgado Filho também anunciou que faltará combustível ao meio dia. Vôos poderão ser cancelados, mas até o momento não foi confirmado nenhum cancelamento. Empresas aéreas publicaram que os consumidores poderão adiar suas passagens sem custos.

A Ordem dos Advogados (OAB) suspendeu a aplicação do Exame de Ordem Unificado, que seria realizada no domingo (27) em todo o país. A nova data da prova ainda não foi escolhida. Assim como a OAB, outros concursos poderão ser afetados por causa da Greve Nacional dos Caminhoneiros.

Segundo informações dos principais veículos de comunicação do Estado, mais de 50 pontos continuam com manifestantes. A GauchaZH está pedindo desculpas aos seus leitores, pois os jornais não estão chegando aos assinantes.

O acordo não foi aceito pelos caminhoneiros que estão manifestando. Na ERS-040, as margens da rodovia apresentam diversos pontos de bloqueio de cargas. Somente cargas de insumos perecíveis e de grande importância para o abastecimento de hospitais estão passando. Veículos de carga de pequeno porte também continuarão sendo barrados e o movimento segue “firme”, palavra dita por um manifestante esta manhã para nossa reportagem.

Os caminhoneiros que estão protestando são autônomos, ou seja, não possuem uma representatividade. Por isso, não há lideranças, partidos políticos ou sindicatos. José Fonseca Lopes, presidente da Abcam, deixou a reunião do Governo Federal no meio da tarde desta quinta-feira (24) e disse que continuará parado. “Todo mundo acatou a posição que pediram, mas eu não. […] vim resolver o problema do PIS, do Cofins e da Cide, que tá embutido no preço do combustível”, afirma.