quarta-feira, 20 junho, 2018

4º Dia de Greve: Mobilização não concorda com acordo do Governo




ERS – 040, parada 83, KM 26 – Foto registrada às 23h.

A Greve Nacional dos Caminhoneiros foi tema de um acordo anunciado em rede nacional pelo Governo Federal. No entanto, na prática as propostas anunciadas não atendem os desejos da grande maioria dos caminhoneiros e apoiadores do movimento. Amanhã, sexta-feira (25), 5ª dia de manifestações na ERS-040 continuará e uma carreata das vans escolares, por volta das 8h30, está prevista.

Há a informação de que uma reunião entre uma comissão de caminhoneiros de Viamão definirá os novos rumos durante o dia. Entre os termos anunciados no final do 4º dia de mobilização, nesta quinta-feira (24), está a redução do preço do diesel em 10% e a garantia de que não haverá reoneração da folha de pagamento do setor de carga. Mas a ideia não foi bem aceita. O pronunciamento foi feito pelo ministro dos Transportes, Valter Casimiro; o chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun; o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha; e o titular da Fazenda, Eduardo Guardia.

SEM UNANIMIDADE

“A adesão a greve será maior”. A frase é de grande parte dos Caminhoneiros e principalmente do presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam). Em Viamão, nos pontos de manifestação do Posto da Figueira e da Entrada da Estrada da Brahma a decisão de suspender a paralisação não é unânime. As entidades do setor de transporte participaram do encontro. No entanto, a Abcam, que afirma representar 700 mil motoristas, e a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) não assinaram o documento.

José Fonseca Lopes, presidente da Abcam, deixou a reunião no meio da tarde e disse que continuará parado. “Todo mundo acatou a posição que pediram, mas eu não. […] vim resolver o problema do PIS, do Cofins e da Cide, que tá embutido no preço do combustível”, afirma.

ACORDO DO GOVERNO – REJEITADA PELA MAIORIA:

– Preço do diesel será reduzido em 10% e ficará fixo por 30 dias. O valor ficará fixo em R$ 2,10 nas refinarias pelo período;

– Os custos da primeira quinzena com a redução, estimados em R$ 350 milhões, serão arcados pela Petrobras. As despesas dos 15 dias restantes ficarão com a União como compensação para a petrolífera;

– A cada 30 dias, o preço do combustível será ajustado conforme a política de preços da Petrobras e fixado por mais um mês;

– Não haverá reoneração da folha de pagamento do setor de cargas;

– Tabela de frete será reeditada a cada três meses;

– Ações judiciais contrárias ao movimento serão extintas;

– Multas aplicadas aos caminhoneiros em decorrência da paralisação serão negociadas;

– Entidades e governo terão reuniões periódicas;

– Petrobras irá contratar caminhoneiros autônomos como terceirizados para prestação de serviços.